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Pedalar em Grupo...

Pedalar em grupo - quer seja no monte ou na estrada - é geralmente a forma mais natural e quiçá a mais prazenteira de praticarmos a Pedalar em grupo - quer seja no monte ou na estrada - é geralmente a forma mais natural e quiçá a mais prazenteira de praticarmos a nossa atividade no que concerne as bicicletas.

Neste, como na maioria dos desportos, o privilegiar o coletivo é antes de mais uma atitude e maneira de estar sensatas e de grande enriquecimento. O prazer que temos em encontrar os nossos colegas e amigos, aquando de uma saída, para além do prazer que nos dá, é também uma fonte de motivação. No entanto a saída em grupo, implica sem sombra de dúvidas um grande espírito de solidariedade e de entreajuda entre os membros do grupo. Implica também que haja entusiasmo nos seus membros.

Existem geralmente os grupos com e sem guia ou líder.

Nas saídas minimamente organizadas, o líder ou guia de um grupo tem uma importância relevante.

Cabe-lhe a ele, a tarefa difícil mas por vezes gratificante, de criar um bom ambiente, suscitar o diálogo entre os membros, garantir a coesão do grupo, dar conselhos, imprimir e moderar o ritmo e de canalizar as energias do grupo.

O melhor líder de um grupo é aquele que se mistura no próprio grupo, sem contudo se omitir das suas tarefas importantes enquanto líder ou guia do grupo. As suas obrigações perante o grupo são relevantes, desde as escolhas dos itinerários, decisões rápidas aquando de alguma eventualidade e terá de "ver e prever" tudo. Os membros de um grupo pelo seu lado, deverão observar algumas regras que lhes deverão ser explicadas antes da partida do grupo para a volta que vão dar, deverão saber quem comanda e orienta o grupo, quem fecha o grupo e uma ideia generalizada do percurso que irão fazer. Esta pré-preparação, para além de ser extremamente importante e útil, evitará confusões no meio do pelotão durante a volta, em que as pessoas estarão e deverão estar mais preocupadas em pilotar as suas bicicletas. Evitar-se-ão assim confusões, hesitações e a fadiga desnecessária pelas inevitáveis paragens para explicações que seriam perfeitamente dispensáveis, no curso da atividade. A boa dinâmica do grupo depende destes pressupostos em que toda a gente, durante a volta, anda coesa e de forma correta. O ritmo, a antecipação, o posicionamento de cada membro, são pressupostos que deverão ser observados e trabalhados em grupo, em cada saída.

O nível de andamento de um grupo e a sua homogeneidade é também importante: evitar-se-á assim que os mais rápidos, passem parte do tempo a parar para esperar pelos retardatários e que estes, por sua vez, ao tentar acompanhar o ritmo dos da frente e ao não o conseguirem, se desmotivem e se cansem desnecessariamente. O grupo deverá ser antes de mais um fator de motivação para todos os seus membros e não o contrário.

Por outro lado, as saídas coletivas não deverão nunca tornar-se em sessões de competição entre os seus membros. Isso iria quebrar o sentido do grupo como um todo e falsear a noção de saída em grupo.

Deve-se respeitar o ritmo. Se o grupo progride a uma velocidade ou ritmo constante, não deveremos aumentar "exageradamente" a nossa velocidade, sob pena de desorganizar o grupo e de inclusivamente causar algum mau humor entre os participantes; - Devemos ajudar os "mais" fracos ou inexperientes. Ao corrigi-los tanto ao nível dos seus erros mais evidentes como a nível técnico de pilotagem, ou da própria a "postura" na bicicleta, estamos antes de mais a integrá-los no grupo e a motivá-los; - Devemos sempre usar de sensatez quando escolhemos o grupo ou nível com quem vamos andar. Saibamos reconhecer o "nosso" nível e sair de acordo com as nossas possibilidades físicas e técnicas; - Um ciclista com experiência de base e que saiba qual o seu "lugar" será sempre um ciclista feliz, no seio de qualquer grupo.

Fiquem bem

Por Artur Nogueira. (Fev. 2001)